
Ela tinha essa mania das mães, avós e tias todas, de em todas as situações comemorativas ser a anfitriã, nos petiscos e em dias de copos para os membros da família, até porque ela sabia que comendo bem e com requinte, a bebida não fazia tanto mal...
...Tinha as faculdades mais completas que jamais vira ou penso ver em vida... Ela cozinhava, cantava, declamava, dançava, pintava e tinha sempre um sorriso muito especial. Ela era um número inexcedível de talentos!...
...Parecia ter a cultura das fadas, nada ou quase nada a incomodava, também não incomodava ninguém...
...Talentos criou, destinos procriou e deixou um vasto rasto de saudade e admiração, com quantos privou... Era simplesmente a Mãe Alcina!...
Fez na escola da vida os cursos todos, com grande aproveitamento; foi poeta, actriz, pintora, criança, mulher, mãe, doméstica e foi desenhadora de profissão...
Tudo com savoir faire!...
Sempre com a alegria dos iluminados...
Até morrer soube!...
Deixou em mim o vírus dos iluminados, os que da existência fazem escola, no saber, no amar, no viver este cosmo complexo que é o ser humano!...
Por este retrato que lhe faço, não me importa sofrer, falhar nos objectivos que lhe segredei, esquecê-la é que nunca!!!
Ouvi há dias, uma criança inocente dizer a uma mulher:
-Deixa lá, foi para o Céu!
Apesar de ser pouco crente... Um pouco tarde... Fica lá no Céu eternamente, Mãe!!!